João Pessoa, 17-12-2017

Cenas de um festival


            O IV Fest Aruanda, que aconteceu em João Pessoa entre os dias 8 e 13 de dezembro, entrou definitivamente para o calendário cinematográfico nacional e colocou o nome da cidade dentro do audiovisual brasileiro. Idealizado pelo jornalista e professor universitário Lúcio Vilar o festival vem se consolidando a cada ano como um dos únicos espaços para exibição de audiovisuais universitários.


            Deu gosto ver o empenho de toda uma galera, a grande maioria alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba, dando o máximo de si para construir um festival cheio de alternativas e homenagens a grandes nomes do cinema brasileiro. Bom também foi ver uma bela seleção de filmes que, salvo raras exceções, dificilmente chegarão ao circuito comercial da cidade.


            A noite de abertura, além de contar com uma homenagem ao Prefeito Ricardo Coutinho, exibiu o belo filme “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei” dos diretores Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. O filme mostra a vida do cantor Wilson Simonal, apogeu e queda, que nos anos 1960 rivalizava com Roberto Carlos. Durante a semana outros filmes foram exibidos como “Os Desafinados” de Walter Lima Júnior, que também foi homenageado e “Waldick – Sempre no Meu Coração” da estreante diretora Patrícia Pilar. A atriz Eliane Giardine também foi uma das homenageadas.   


            O festival, que se caracteriza por ser uma verdadeira escola para seus integrantes, apresenta alternativas que encantam pela simplicidade e pelo esforço de seus realizadores. O cine jornal, apresentado todos os dias antes das exibições principais, roteirizado e dirigido pelo web aqui do site Escrita Livre, Henrique Galiza, deixa o expectador por dentro do que aconteceu no dia anterior. Antes do homenageado da noite receber seu prêmio é mostrado um VT onde fatos marcantes de sua vida são relatados por amigos próximos, um verdadeiro luxo, já que dá para imaginar as dificuldades que essa equipe enfrenta.


            Mais nem tudo são flores! Os atrasos crônicos se repetem a cada ano o que priva pessoas, que não tem condução própria, de assistirem a programação até o fim, já que o local onde acontece o festival é meio ingrato e mal servido de coletivos. Mais isso não tira de forma alguma o brilho do festival que nesse ano apresentou uma mostra competitiva muito boa com alguns títulos bastante interessantes, muito deles feitos aqui mesmo na Paraíba.


Vida longa e próspera ao Fest Aruanda.


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